A Mangueira contou a história do bloco Cacique de Ramos, que completou 50 anos em 2011. O destaque da apresentação foi a bateria, que fez pausas na execução do samba e colocou o público que lotava a Sapucaí para cantar com a escola. O resultado da inovação virou motivo para polêmica: os dois minutos sem o som dos instrumentos foi aprovado por alguns, mas houve quem criticasse a iniciativa.
“Foi um tsunami verde e rosa. A paradona da Mangueira foi 100%”, disse o presidente da escola, Ivo Meirelles. Ainda no começo dos desfiles, houve uma falha mecânica que levou à primeira paradinha.
Na Unidos da Tijuca, o carnavalesco Paulo Barros apostou novamente nos carros alegóricos repletos de movimentos para apresentar o enredo "O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do Sertão", que foi uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga.
A exemplo do ano passado, quando a escola fez sucesso ao exibir truques de ilusionismo na avenida, a comissão de frente mais uma vez inovou ao dar vida às sanfonas de Gonzagão nas acrobacias de um ginasta romeno.
A Grande Rio tomou emprestado histórias de brasileiros que superaram desafios para fazer o desfile que encerrou a segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro. O tema nasceu da realidade da escola: na manhã do dia 7 de fevereiro de 2011, um incêndio atingiu quatro barracões da Cidade do Samba, destruiu alegorias e fantasias de três escolas. A Acadêmicos do Grande Rio foi a mais prejudicada.
Um ano após a tragédia, a comunidade se superou e preparou um grande desfile com o enredo “Eu acredito em você. E você? – Histórias de superação”, do carnavalesco Cahê Rodrigues.
Uma mistura de Broadway com Brasil encheu de musicais famosos e queridos pelo público o início da segunda noite de desfiles do Grupo Especial no Rio de Janeiro. Com o enredo "Uma Aventura Musical na Sapucaí", a escola de samba São Clemente apostou suas fichas na viagem musical por peças que vão de "Cats” à “Ópera do malandro” para provar que merece permanecer entre as escolas da elite do samba carioca.
Elementos do universo do teatro estiveram presentes em todo o desfile. A bateria trouxe também violinistas, que brilharam em solos executados durante as "paradinhas" dos 250 ritmistas, que animaram o público com o samba contagiante da agremiação.
A União da Ilha defendeu o enredo "De Londres ao Rio: Era uma vez uma... Ilha", do carnavalesco Alex Souza. A agremiação foi a segunda escola a desfilar na última noite do Grupo Especial.
A escola busca o título inédito um ano após perder parte do seu barracão num incêndio na Cidade do Samba.
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